Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.

sábado, 27 de agosto de 2016

Dias com sol à beira d'água #08


Continuando o leporello... 

Uma ilha pressupõe uma envolvência marítima que permite escolher, com facilidade, em alternância à praia uma ida ao snorkeling. Neste caso o «calhau» dos Mosteiros é uma boa escolha.

(Graph'it shake,  Graph'it fine Liner e lápis de cor)                                                                                                                                    |«in situ»|

Pequeno almoço

Embora não o faça muitas vezes considero que desenhar o pequeno almoço é uma excelente forma de começar o dia. Deixa-nos descontraídos e preparados para o dia que começa.Gosto muito de desenhar comida mas também gosto muito de a comer. Por isso nem sempre consigo resistir aos 5 minutos de espera enquanto desenho.  

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Pedras Perdidas em Santa Cruz

Traço e mancha enquanto a maré sobe, numa daquelas manhãs de olhos meio adormecidos...


Templo de Debod

Quando se construiu a barragem de Assuão, no Egipto, vários templos foram trasladados para evitar que se tornassem ruínas submarinas, sendo o mais conhecido o templo de Abu Simbel. Esta tarefa só foi possível graças à ajuda internacional. Como forma de agradecimento o Egipto doou  um dos templos resgatados a cada um dos países envolvidos.
E é assim que encontramos em plena Madrid um autentico templo do antigo Egipto!

Rossio


Voltar aos mesmos lugares de há um século atrás, desenhando os mesmos motivos que o mestre Roque Gameiro nos legou, é formidável e para mim, devido ao valor do pintor, quase assustador. Este é meu primeiro desenho deste desafio genialmente criado por Pedro Cabral.
Foi rapidamente feito num matinal Rossio, onde reparei que os milhares de turistas se levantam tarde e perdem a luz matinal de Lisboa. E estava a ver que que ficava sem figuras humanas.



De Tavira até à ilha

Vista de Tavira para a ilha, com o Gilão ao centro, numa tarde de verão quente e perguiçosa.


Lisboa

No Castelo de São Jorge a desenhar pessoas que desenham
Marcador Staedtler : Canetas de Feltro

Tarde de Verão no Parque Bensaúde

Apesar de ser tão perto de minha casa, só hoje lá fui. A parte da esplanada estava em obras, por isso só apeteceu um café rápido, e um passeio pela sombra. Com muitos bancos de jardim e mesas para piquenique, esta árvore chamou-me a atenção. Destacava-se em contraluz, vista do banco onde estávamos sentadas.



Cascais

 Duas vistas a partir da Casa de Santa Maria. Uma para o exterior para a esplanada de Santa Marta onde vos digo que vale a pena ir almoçar para  desenhar a própria casa e outro desenho feito no interior onde ainda estão expostos vestidos de Agatha Ruiz de la Prada.

Praia Pequena de Água d'Alto | São Miguel


Na praia pequena de Água d'Alto enquanto uns se deleitam vislumbrando -ao fundo- a Caloura, outros mergulham no mar ou... em leituras. 

(Graph'it fine Liner e lápis de cor)                                                                                                                                                               |«in situ»|

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Na BARCAÇA do Jorge

É a bordo da Barcaça do Jorge, saboreando o passeio ao longo da barragem de Castelo do Bode, que tradicionalmente o nosso grupo comemora o Verão. Este ano o evento fica aguarelado :-)

Jardim Botanico




Mais umas árvores...

"O ferro de engomar"

Vivi alguns anos na Rua Possidónio da Silva e habituei-me a ouvir, quando se referiam a este conjunto de casas, "O ferro de engomar". O nome deve-se a semelhança com a forma de um ferro dos antigos. Apesar de nunca ter entrado em nenhuma casa percebia-se que as condições não eram muito boas. Fizeram obras e das caravelas que existiam nas paredes já só lá está uma! É pena que se destrua assim o nosso património!

praia da fábrica


Capela de Nossa Senhora do Mar


Lisboa : Graça do Vinho
Esferográfica BIC : Canetas de Feltro

Cascais


jardim Gulbenkian



E ainda mais árvores...mesmo passando o verão em Lisboa

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Dormir ao sol faz mal

Quando se fica por perto e se dormita ao sol, dá para fazer um desenho e depois é acordar que isso faz mal.

A Nini esparramada na sua toalha roxa, no até breve às praias de Tavira

Este mar onde as ondas vão indo... mas não como as velhas que lentas voltam do supermercado, corcundas dos sacos que carregam e que Vou indo, resposta automática e por elas já patenteada, sempre que alguém, Então como vai? Não, este ir indo das ondas é um fluir que nada tem de vencido e nada quer ter de vencedor, que é apenas e só este mesmo ir indo, que não deseja nem rejeita, que não sabe sequer que existe e por isso não se pergunta porque vai indo… isso que não conseguimos, este ir indo das ondas, o ir ficando da areia, o ir soprando da brisa, o ir aquecendo do sol, o ir voando das aves, o ir nadando dos peixes, o simples ser que se deixa ser não duvidando do que é, foi ou será, porque lhe basta e não sabe senão ser… No dia anterior, na Praia do Barril, lembro ter recusado o comboio na volta para a vila, trilhando a pé o caminho até à ponte que atravessa a Ria Formosa, para sentir partir os galhos no meu pisar, ver por entre os canaviais tiras do sol que se põe, cheirar a terra que lentamente desaparece sob a minha barba e atentar melhor neste céu já laranja onde é sempre domingo para as nuvens… sentir enfim este enorme coração, levando comigo um fio de areia, ligado ao peito, para que nunca me esqueça de como lá voltar.