Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.

sábado, 10 de dezembro de 2016

Under pressure

A tentar fugir à pressão de ter de fazer retratos demorados e realistas da Alice... aqui fica um rabisco de 5 min!




O Eurico

Não sendo especialmente assíduo já sou no entanto da casa, passo à frente dos turistas, posso dizer que gozo desse estatuto territorial, se entro sozinho, tenho lá sempre um cantinho. Aperto-me entre os maduros do costume mais alguns turistas que entretanto já deram com aquilo. Vejo que não são os habituais que desembarcam dos navios desse tipo de carga nem os que rolam tróleis pela calçada, são ainda os das mochilas que estudam o Lonely Planet! Parecem estar bem integrados, metem conversa, são curiosos, perguntam-me porque é que ponho tanto azeite no bacalhau! Eles também pediram o mesmo porque deve vir no Lonely Planet, mas não é provável que lá diga que devem pôr muito azeite no bacalhau. Tinham-no comido seco e salgado, mas beberam vinho num jarrinho. A Dona Lina vinha sempre à sala, tratava-me por filho, costumava perguntar se estava tudo bem, se tinha ficado satisfeito, se comia mais um bocadinho, com esta nova afluência já não tem tempo para sair da cozinha. A Teresa trata todos por tu, faz a conta na toalha e os trocos no avental, na terra deles há muito que não existe nada parecido, além de tudo, ninguém acreditaria no que pagaram nem no que comeram. Lá fora a fila vai crescendo pela minha vez.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Caderno de Campo_Encosta de S. Vicente V

da rua das linhas de torres (torres vedras), apresenta-se com um único piso. mas na verdade tem dois pisos, conforme o demonstra este desenho, que foi feito numas escadinhas que ligam o miradouro meia-laranja, à rua maria pereira, rumo à ermida nossa senhora do Ameal. "Arquitectura popular" década 50/60, com cobertura de duas águas. 2 fracções, uma no piso superior, outra no piso inferior. provavelmente "prédio de rendimento", como tantos outros que foram construídos nessas décadas, acolhendo os operários das indústrias existentes, como por exemplo a Casa Hipólito ou Francisco António da Silva.

"Esquiçar o Convento" * 3. Encontro SSk

3 dezembro 2016, 09:00
Setúbal

Arrisquei, junto com os SSk - SetubalSketchers - uma saída num dia cinzento, porém carregado de História: Convento de Jesus, Setúbal.

à chegada, antes dos primeiros 'pingos', uma vista impressionante,  estilo gótico desenhada pelo arquitecto Diogo Boitaca em 1494, por voto de Justa Rodrigues Pereira, ama de D. Manuel I e é considerada como um dos primeiros exemplos do estilo manuelino.


A clausura deu 'asas' à liberdade de expresão em linhas e traços simples!
próximos post: o silêncio dos claustros e a grandeza do museu!

It's beginning to look a lot...

Falsos presentes envolvem árvores falsas.

Igreja do Espírito Santo, Évora

Igreja do Espírito Santo em Évora, edificada no século XVI, vista do Pátio de São Miguel

Chalet Mayer

Parei junto ao passeio para desenhar rapidamente este chalet curioso numa avenida com um nome não menos curioso (Av. Desidério Cambournac).
Está à venda... para quem estiver interessado num chalet em Sintra.


Rua de Moçambique



quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Igreja de São Domingos

Em Lisboa existem sítios mágicos.
A Igreja de São Domingos, ali bem perto do Teatro Nacional de D. Maria II é um deles.
Foi ali, que há 510 anos teve início um dos mais trágicos massacres da história de Lisboa, em que morreram entre 2 mil a 4 mil judeus. A Alexandra Prado Coelho escreveu uma belíssima crónica no Publico, sobre a igreja e a sua história, e que pode ser lida AQUI.

Esta Igreja, datada do sec. XIII, e que foi quase totalmente destruída pelo terramoto de 1755, sofreu um violento incêndio em  13 de Agosto de 1959. Durante o combate ao fogo, dois bombeiros perderam ali a sua vida, e hoje, também essa história trágica está gravada nas pedras enegrecidas e engelhadas do seu interior.

Entrei na igreja pouco passava das quatro horas. Pelos altifalantes colocados nas paredes saía uma melodia de arte sacra primeiro, música clássica depois. Caminhei lentamente pela lateral esquerda, fui até à zona do altar, e dei a volta pela lateral do lado direito. Cheguei-me perto de uma das colunas de pedra negra queimada pelo fogo, toquei-lhe com a mão, quase  a imaginar que me poderia queimar ou mascarrar a mão de fuligem. Desci o degrau que separa esta lateral do espaço dos bancos de madeira, para o voltar a subir no corredor central, descer de novo e voltar a subir. A meio da nave, parei em frente de um pequeno escadório, no cimo uma imagem linda de Nossa Senhora, num estilo Português Suave. Senhora do Rosário, acho que era assim que se chamava. Em baixo, exposto entre umas placas de acrílico, estava um pano branco muito velho, parte de um lenço que a irmã Lúcia usava no dia 13 de Outubro de 1917, no milagre do Sol, ao lado, o seu pequeno Rosário.

Sentei-me no degrau, de costas para a imagem de Nossa Senhora, sem medo dessa afronta. Virei-me para o espaço do altar e para a lateral da Igreja, fixei-me nas pedras ora negras ora amarelo ocre, e no tecto abobadado pintado de rosa-alaranjado. Desenhei aquele lugar despojado, com quase todos os meus sentidos despertos. Quase não olhei para o caderno, a caneta poucas vezes se levantou do papel. Espalhei os meus lápis pelo chão de mármore, depois de dar cor ao desenho, e de secar a aguada, decidi pegar num lápis de pau, para lhe dar a textura e o odor do carvão, o mesmo daquelas pedras negras queimadas.


Messias, Haendel.

Mesmo magriço não caberia mais ninguém na plateia nem no palco. São assim os Concertos Participativos na FCG.
Mas estes enormes coros ficam muito bem tanto no MESSIAS como nas CARMINA BURNA. Hoje foi o Messias. Amanhã, o mesmo programa, é transmitido em directo na Antena 2. Vale a pena.

Foz Côa - caderno exploratório

Uma das gravuras mais fascinantes de Foz Côa é este auroque (antepassado do boi e da vaca que tinha o dobro do tamanho deles) que tem a cabeça de frente para nós. Perguntava-nos o arqueólogo que nos acompanhou: Quem olha quem?



Antes da ida a Foz Côa, diziam-me que a visita noturna, embora cara, era a que valia mesmo a pena fazer.
Com a ajuda de uma lanterna LED, o arqueólogo mostrou-nos com fascínio e emoção, as gravuras da Penascosa. Depois, com a ajuda das luzes dos telemóveis, pastéis de óleo brancos e aguarelas, tentámos que o caderno trouxesse um bocadinho daquele local mágico...

Mais gravuras aqui.

Terapia canina e desenhos partilhados a 6 mãos

Rita e Jackie, friends forever...


Desenho por Monia Abreu e Marilisa Mesquita
Pintura por Rita Caré
Apoio moral por Rita Catita


Restauradores


Devia ter ido lá há uma semana atrás, mas desta vez o local estava vazio, só para mim. A isto eu não chamo intervalo para almoço... é mais sobremesa ;)

Em viagem

A caminho do Porto...

Ti Ana

Eu e a Nini temo-nos apercebido que tanto Avós como Tias-Avós têm duas fixações extremas no que respeita a crianças, a comida e o agasalho. A Ti Ana é a mais velha das tias-avós da Alice e para ela, sobretudo no Inverno em Castelo Branco, não existe o "ela está bem agasalhada". Mesmo com a lareira acesa e a Alice deitada na alcofa e bem coberta por um sem número de mantas, lá interrompia as palavras cruzadas para tapar um pouco mais a menina.


18 dez. Encontro de Natal - vamos desenhar em família

estão todos convidados...
Torres Vedras... entrada livre
 
com:
André Duarte Baptista
Bruno Vieira
Pedro Alves
 
 
inscrições: André Duarte Baptista - sketchcrawl.ccctv@gmail.com

sketchbook therapy


No passado sábado, os USKP-Norte organizaram um encontro no interior da Sé do Porto. Só pude aparecer por volta das 15h e com a chuva que começou a cair, só deu para um desenho no interior na escadaria Nasoni. Um encontro a repetir sem dúvida!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Desenhar Campo de Ourique

No dia 17 de Dezembro vamos continuar a desenhar o bairro! O encontro é ás 10h00 à entrada do Cemitério dos Prazeres , (Praça São João Bosco) onde se encontra a maior e mais antiga concentração de ciprestes da Península Ibérica. Vamos poder desenhar no Mausoléu dos Duques de Palmela (onde se encontram trabalhos de Canova e de Teixeira Lopes). Mas há outros percursos igualmente interessantes. 

Isto não é um urban sketch...

... mas vem a reboque do outro...
A Quinta do Ferro fica-me fora de caminho e os dias são curtos pelo que cheguei já muito tarde.
Desenhei até onde consegui. Depois fotografei com o telemóvel e, em casa, desenhei a noite com lápis de cor.
Bem sei que estou pisando o risco mas este desafio é interessantíssimo e, dadas as circunstâncias, decidi assumir a transgressão.


Aquela rua de lado

Aquela rua de lado que separa os dois corpos do Centro Cultural Olga Cadaval onde passo quase todos os dias depois de estacionar o carro já me tinha chamado à atenção. De facto esta não foi a primeira vez que a desenhei e certamente não será a última. Tal como o resto do edifício este recanto é um exercício interessante.