Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.

domingo, 24 de setembro de 2017

a Riscar o Património 2017

Urban Sketches Beiras_Castelo Branco
A Riscar o Património 2017.
Não podíamos deixar de estar solidários com as nossas populações e territórios devastados pelos incêndios deste verão em Castelo  Branco .
25 desenhadores percorreram ontem o Louriçal do Campo, Casal da Serra e S. Vicente da Beira,  na Serra da Gardunha, no A Riscar o Património 2017
Um grande grupo, num extraordinário território... que vai renascer!


Bic

Bic de bolso e café.


Calçada do Grilo e Rua do Grilo



(A) Riscar o Património em Torres Vedras

Ontem fomos (Eu, a Inês, a Rita e a Júlia) até Dois Portos- Torres Vedras. Cada um com o seu caderno fomos descobrir a Quinta da Folgorosa e a Ermida na Nossa Senhora dos Milagres. A manhã foi muito prazerosa com uma receção de excelência. O Meu objetivo inicial era pintar as vinhas mas quando vejo um trator fico louco.
E não fico menos louco quando vejo mecanismos, botões e manivelas.
E foi nesta altura que a Rita chega ao pé de mim com o caderno riscado e com algumas folhas rasgadas. "Não sei desenhar! Não volto a desenhar mais na minha vida" disse ela. A Rita está a entrar na adolescência e para ajudar, faltou a uma festa de aniversário para estar aqui. Pensei que era uma ilusão conseguirmos estar juntos a desenhar, que tinha de repensar estes nossos passeios familiares. Fiquei aborrecido. Depois de me passar a "Birra"  fui ter com ela  e orientei-a  no desenho seguinte:
Estar meia hora com ela deu frutos. Ela percebeu que a atitude perante o desenho tem de ser diferente. Eu também percebi que quando vou em família tenho necessariamente de estar mais disponível para elas. 




Parque Botânico do Monteiro-Mor

Lisboa

Outono é...


A Marilisa Mesquita publicou por aí, nas redes sociais, uma imagem Outonal com o texto "O Outono é...".

Senti-me desafiada e com umas cócegas para ir com urgência desenhar folhas de árvores, que ficam amarelas e vermelhas na mais bela estação do Ano na Beira Alta. 





A Balança dos bolos- Desafio 81

De todos os que tenho em casa este é, sem dúvida, o mecanismo de que mais gosto:  o da balança dos bolos. Os bolos de anos. As festas dos meus filhos quando eram pequeninos. A minha avó sentada na cadeira da cozinha, o Pantagruel meio desfeito e com nódoas na bancada e ela a olhar, muito contente, só por poder estar ali  ao pé de mim. E dos bisnetos.  Claras para um lado, gemas para o outro. 250 de açucar. E um deles a ajudar. Vá, sacodes o passador com farinha assim, devagarinho, enquanto eu mexo .O forno quente. O Salazar. Alguém quer rapar?
 Os anos passam, o cromado tem ferrugem, a  minha avó já não está na cadeira da cozinha, mas a balança dos bolos, com  o seu mecanismo tão preciso, insiste em levar-me  pelos deliciosos   caminhos das memórias imprecisas ...

(estou sem scanner, desculpem ser uma fotografia:)





sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Convento do Beato


A aragem fresca de Urumo, e a presença da Rita Catita




A oficina de Urumo em Lisboa, no início de Setembro, foi uma lufada de ar fresco por toda a sua filosofia de vida e de trabalho.
Ele trouxe consigo o ar fresco de quem se questiona sobre o próprio trabalho, não ficando apenas pela bela roupagem dada ao que vê, procurando um verdadeiro encontro com a vida.
Ao seguir a sua proposta de trabalho com duas cores em dois planos diferentes,  e mudando de posição para integrar outros elementos a fim de não representar literalmente o que víamos, dei por mim a fazer um desenho em que o resultado não parecia ser feito seguindo as indicações.
Mas por dentro de mim senti manifestar-se o que mais tarde compreendi ser o que de mais importante ele trouxe consigo, um forte sentido de liberdade e respeito.
Por sentir que estava a viver um daqueles raros momentos em que sou completamente livre, deixei o desenho decidir por mim. Mudei de ângulo, sim, mas sem me importar que isso fosse evidente.
Ao final ele deu-me conselhos mas disse-me para aplicar mais tarde em outro exercício.

Sem competição, sem ter que se mostrar que se cumpre... aceitando o que vem como aprendizagem.
O que se aprende com cada um é sempre algo mais profundo. As técnicas estão por aí, em milhares de livros e outras plataformas de informação, mas o que se aprende com alguém é sempre uma dimensão humana, um olhar por dentro da vida.
E as afinidades trazem-nos alegria e profundidade ao nosso próprio trabalho.

O desenho está sempre entre o que se diz e o que não se diz, o que está e o que não está.

Cada linha é algo mais que dizemos, quando muitas vezes já está tudo dito.

Teatro Ibérico


Beco dos Toucinheiros



Árvore Mágica

Um fim de tarde no jardim botanico do Monteiro-Mor(Museu do Traje)
Leonor Janeiro

"Tipuanas"em Benfica



"Tipuanas", em Benfica.
O parque de estacionamento do Centro Comercial do Fonte Nova, tem sido sofrido uma requalificação, que muito necessitava. Foi reduzido para metade e criaram-se zonas de lazer e convívio. Bancos de cimento em círculos, com algumas costas aqui e ali, mas de tal modo inclinadas e salientes, que constituem um perigo para a circulação dos utilizadores destes novos espaços.Felizmente as lindíssimas " Tipuanas", foram mantidas. Mas as obras na zona, parecem nunca mais terem fim!